Tudo sobre detetive particular Curitiba.

Você já se perguntou o que faz um detetive particular? Se acredita que a vida desse profissional é igual ao icônico personagem de Sherlock Holmes, se enganou! Enquanto o personagem dos cinemas e seriados aparece como o talentoso investigador, quase como um herói ao desvendar crimes, esses profissionais atuam desde casos conjugais até ajudando empresas em processos de contraespionagem.

Mas como um detetive particular pode atuar em casos tão distintos? A resposta é simples, esses profissionais são experientes e com as mais variadas técnicas investigativas e é justamente por isso são aptos a atuar em segmentos distintos com eficácia e muita discrição.

A falar em discrição, essa deve ser uma das principais características de um investigador particular. Isso o ajuda quando está em campana acompanhando um investigado e até mesmo quando está infiltrado em um ambiente corporativo tentando descobrir atos ilícitos cometidos na corporação.

Muitas são as dúvidas acerca da profissão de detetive particular. Para desvendar todas as peculiaridades desta atividade, o Detetive Daniel, que há mais de 20 anos atua no ramo, respondeu aos questionamentos mais comuns sobre a sua atividade cotidiana. Não percam!

Quando surgiu a profissão de detetive particular?

Não existe dados oficiais relativos ao surgimento da atividade de detetive particular. Relatos indicam que a primeira pessoa a desenvolver técnicas investigativas sem o auxílio de oficiais da polícia foi Allan Pinkerton, em 1850, em Chicago, nos Estados Unidos.

Pinkerton, que nasceu na Escócia, decidiu abandonar o país de seu nascimento após ser perseguido pelo governo escocês por discordar da política empregada no local. Em Chicago passou a trabalhar no conserto de tonéis de carvalho, tendo aberto uma oficina própria.

O local, que tinha um alto índice de criminalidade, despertou um lado intuitivo de Allan Pinkerton que passou a investigar crimes ocorridos que não foram solucionados pela polícia local.  Como passou a ganhar muito dinheiro com tal atividade, fundou a Agência Nacional de Detetives Pinkerton, sendo considerada a primeira empresa de investigação particular.

No Brasil, o primeiro relato do trabalho de um detetive particular foi em 1894, no Rio de Janeiro. Ele se chamava Joaquim Ganância e desenvolveu tal habilidade em uma tragédia pessoal: seu filho foi sequestrado e a polícia carioca não conseguia desvendar o crime. Segundo o Conselho Regional de Detetives Particulares do estado de Minas Gerais, Ganância passou a procurar por seu filho sozinho, o encontrou e denunciou os criminosos, que foram presos.

Passados longos anos, mais precisamente em 1961, a profissão de detetive particular voltou a ser assunto entre a população, quando foi aberta a primeira agência de investigação particular, em São Paulo. Ela se chamava EBIL – Empresa Brasileira de Investigações Ltda. Seu fundador foi o Detetive Evódio Eloísio de Souza, conhecido pelo nome de Detetive Jefferson Trenck.

Esses são alguns relatos extraoficiais sobre o surgimento da profissão de investigador particular. Mas como já afirmado, não se tem dados oficiais do início dessa atividade nem aqui no Brasil nem ao redor do mundo.

Todo mundo pode se tornar detetive particular?

A resposta é sim, mediante a realização de um curso. Isso porque, desde 2017, a profissão de detetive particular passou a ser reconhecida com a aprovação da Lei 13.432/2017. Com o reconhecimento, algumas regras foram criadas e devem ser seguidas à risca por esses profissionais.

Existe até uma faculdade a promover um curso universitário para se tornar detetive particular, entretanto para ser um profissional de sucesso, essa pessoa precisa ter algumas características bem distintas, sendo elas:

  • Raciocínio lógico;
  • Boa relação interpessoal;
  • Discrição;
  • Persistência;
  • Dedicação, pois é um trabalho complexo;
  • Conhecimento básico das leis brasileiras;

Claro que ao longo dos anos o detetive particular vai desenvolvendo outras habilidades, mas como mencionado, dedicação é fundamental, pois o trabalho não tem nada de glamuroso. Segundo Daniel, proprietário da agência que leva seu nome, o batente, na maioria das vezes, começa na madrugada, em especial quando é necessário acompanhar a rotina do investigado/a.

Não ter antecedentes criminais, não responder a nenhum processo e estar em dia com as obrigações — militares e com as eleições — são exigidos para que essa pessoa possa se tornar um detetive particular.

Quais áreas um detetive pode atuar?

Onde houver necessidade de se identificar a verdade, um detetive particular pode atuar. Daniel explica que em sua agência, a maioria dos casos refere-se à infidelidade. “A cada 10 casos, sete são de investigação conjugal”, disse o profissional.  Porém, essa não é a única experiência de um detetive particular.  As áreas de atuação de detetive particular são:

  • Investigação conjugal;
  • Investigação empresarial;
  • Investigação de filhos/parentes;
  • Investigação de paternidade/maternidade;
  • Pessoas desaparecidas;
  • Contraespionagem;
  • Investigação de profissionais, como por exemplo, babás;
  • Monitoramento;

Para tornar o entendimento mais fácil, veja como é o trabalho de um detetive particular em cada uma dessas investigações.

Investigação conjugal: A traição é mais comum do que se possa imaginar e ela deixa rastros. Percebeu a mudança de comportamento do cônjuge? Contratar um investigador particular pode ajudar a descobrir a verdade. Para tal trabalho, o detetive particular precisará de informações — rotina, hobbies, locais que o investigado frequenta e os horários — para que ele possa iniciar as investigações.

Este processo pode envolver a instalação de GPS no carro do investigado para monitoramento, investigador de campana seguindo os passos do investigado, pode ser instalado um software espião no celular do cônjuge, enfim, diversas são as formas possíveis de se realizar uma investigação conjugal.

 Investigação empresarial: Desconfia que tem um ou mais funcionários causando prejuízos ou até mesmo um sócio? Contratar o serviço de investigação empresarial, pode ajudar a acabar com tal prejuízo, além de ajudar essa empresa a criar estratégias para evitar que tal fato volte a ocorrer. Neste caso, o detetive particular terá de se infiltrar na empresa, se aproximar dos possíveis envolvidos e a partir disso desenrolar o esquema.

Isso envolve gravação de conversas por meio de escutas, gravação de imagens e demais artefatos que ajudem a provar ou não o possível caso de corrupção.

Investigação de filhos/parentes: Adolescentes são mais suscetíveis a influências negativas e qualquer descuido pode resultar no caminho, muitas vezes sem volta, das drogas. Um detetive particular pode vigiar esses adolescentes e demais parentes que estão apresentado um comportamento estranho. Eles podem seguir esses investigados e desvendar o que fazem quando estão longe dos olhos dos pais, tutores e de parentes próximos.

Investigação de paternidade/maternidade: A investigação de paternidade/maternidade envolve levantar fatos e tentar identificar quem é o pai ou a mãe de quem o contratou. Isso pode ocorrer em filhos que não tem o nome do pai na certidão de nascimento ou que até assumiu a criança, mas nunca teve contato.

Pessoas desaparecidas: Milhares de pessoas desaparecem sem deixar rastro e por mais eficaz que seja o trabalho da polícia nesses casos, por vezes, contar com um investigador particular pode tornar possível o reencontro. Crianças, adolescentes, familiares, enfim diversas podem ser as pessoas que um dia saem de casa e nunca mais volta. É um trabalho bem minucioso, que demanda tempo e muita dedicação..

Quais equipamentos usados por um detetive particular?

Nada de achar que um detetive particular usa lupa e aquela capa, combinado? O avanço da tecnologia tem facilitado muito o trabalho desses profissionais. Caneta espiã, óculos com câmera acoplada, programa que dá acesso aos aplicativos de mensagens, essas são apenas algumas das possibilidades e equipamentos utilizados por esse profissional.

Todos esses itens ajudam o detetive particular a criar um relatório que será entregue ao cliente ao final das investigações. Por isso é importante pesquisar a idoneidade do profissional que irá contratar, pois dependendo de como eles a conseguiu pode configurar um crime.

É uma profissão de risco?

Pode-se dizer que é uma profissão que envolve riscos, por isso é necessário agir com discrição e muita cautela, pois o detetive particular não pode levantar suspeitas. Para isso, alguns profissionais fazem aula de autodefesa, outros têm porte de arma, mas isso não significa que eles usem tais métodos em seu dia a dia.

Por isso é tão importante contar com profissionais gabaritados e com vasta experiência, assim evita-se riscos, tanto ao investigador, quanto a pessoa que contratou os serviços desse profissional. Outro fator que deve ser destacado é que a agência ou o detetive particular deve contar com uma assessoria jurídica, evitando problemas para ambas as partes.

Quanto custa o trabalho de um investigador particular?

Devido à complexidade e todo o empenho desse profissional, contratar o serviço de um detetive particular tem um custo. Estimativa é que o giro mensal dentro de uma agência pode ser superior a R$ 30.000,00. A média cobrada por caso é de R$ 4.500,00. Porém, tal valor pode vir a ser maior ou menor, pois depende da complexidade da investigação e do tempo que a mesma vai demandar.

Entretanto, é fundamental uma conversa com esse profissional para que ele precifique o serviço com base na necessidade do cliente. Toda e qualquer investigação ocorre dentro dos limites estipulados pela lei brasileira, logo o contratante tem de autorizar o uso dos recursos como GPS e escutas, para que essa investigação não invada a privacidade do terceiro envolvido.

 

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